Efeito Caindo

Efeito Caindo

domingo, 11 de maio de 2014

Se eu morrer antes de você... Vinícius de Moraes

Poema de Vinícius de Moraes, lindamente interpretado Rolando Boldrin.


Aos amigos!




"Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele! "



Falácia mundana.

Todas as dores do mundo
Em seu tormento profundo
As dores individuais
Muito mais do que banais
Pior seria a má sorte
de tirar-se o norte
O dom de triste ser
Nem felicidade manter
O fôlego arrancado
Oportunidade, sim acabado.

Infinito instante
Tirou-se arrebatante
Cruel solução
No pulsar do coração.

Rouba-se o fôlego.
Todas as dores do mundo...

Falácia mundana.


Imagem capturada por mim - Detalhe da obra "Saudade" (Almeida Júnior)

sábado, 10 de maio de 2014

Poeme-se

Faz-me feliz...
Faz-me triste...
É um misto desigual... porém constante...
É [des]alegria intensa[mente]...
[In]constância na distância
[In]certeza na beleza de ver...
Olhar...
Chorar...
Sofrer...
Viver! 

PALAVRAS...

Moço querido,
Meu querido amor!
O olhar atesta,
A certeza incerta,
A verdade escrita,
Toda a felicidade vivida,
Dos momentos passados,
Vividos no presente.
Ameaçados...
Mas contornados,
Nas juras faladas,
Nas juras em atos,
Nas juras em contos,
No afã torrente,
Do olhar eminente,
[ardente]
Que repousa em mim.
Ah! Teu olhar...
...Sem fim!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Poesia Dedicada.

"Vou perdido te encontrar a qualquer hora

 e a retórica dessa boca-santa, só deita prantos a quem alcança

 Amanhã sempre vingará a morte de hoje, é tão claro 

Eu, claro, arrisco um sonho que outrora firmo findo o sono

Te vejo, visão com boca, conforme a pena

 e ao dançar rumo ao açoite, me aceitas frio em teu aceno."
(JR)


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nunca desistiu... Nunca "Kahlousse"!


Dona de uma história de vida sofrida, Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907 na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, na época uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México e hoje um distrito.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.
Sofreu um grave acidente. Um bonde, no qual viajava, chocou-se com um trem. O pára-choque de um dos veículos perfurou-lhe as costas, atravessou sua pélvis e saiu pela vagina, causando uma grave hemorragia. Frida ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. Tal acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais, e ela chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida').

Durante a sua longa convalescença, começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à cama.
Sua vida foi trilhada por agruras. Mas, está mulher nunca desistiu!

Aos 22 anos casou-se com Diego Rivera, um casamento extremamente tumultuado. Este tumultuado casamento inspirou-a em diversas obras. Certa vez disse a respeito de seu marido:


"Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.''

E mais diretamente, afirmou para Diego:

"Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles."

Como artista, alguns intitulavam-na como surrealista, a própria artista discordava desta afirmação.


"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

Dizia da inspiração para suas obras:

"Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''

Uma de suas mais belas afirmações, uma vez que, com o tempo, o acidente roubou-lhe a locomoção de forma cruel:

"Pés, para que te quero, se tenho asas para voar?"
Diego Rivera escreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.

Trailer do Filme "Frida Kahlo Film - Frida y Diego":

Sinopse e detalhes:


Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um Dia Você Aprende que... (Veronica Shoffstall)



“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”



CURIOSIDADE:
Um Dia Você Aprende que..., Você Aprende ou Depois de um Certo Tempo são títulos para um mesmo hoax, um texto que circula pela internet com indevida atribuição de autoria .  Trata-se de um texto de Veronica A. Shoffstall, que o escreveu aos 19 anos, no livro de formatura (yearbook) de sua escola, ao terminar o highschool (equivalente ao Ensino Médio, no Brasil).
A autora registrou o copyright da versão original em 1971. O título, originalmente, era Comes the Dawn, mas o texto ficou mais conhecido como After a While. Começou a circular como sendo de William Shakespeare ainda nos Estados Unidos, onde recebeu acréscimos, cortes e alterações. Todas essas versões circulam no Brasil e no mundo todo, nas mais diversas línguas.
Na verdade, não há nem uma única frase do texto que possa ser encontrada nos trabalhos de Shakespeare. No entanto, a internet em inglês registra (em 15 de agosto de 2012) 46 milhões de referências para esse texto com a autoria indevidamente atribuída a ele, e apenas 22 mil referências para a verdadeira autora. Em português, há 8 mil para Shoffstall e 60 mil para Shakespeare.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em um relacionamento sério com as raposas...

Nesses contos, continuo gostando da contribuição das raposas!!!



Em duas outras oportunidades, citei outras personagens "raposas" por aqui...



Num, o conto do "Pinóquio", embora as raposas desviassem a atenção do protagonista para o mal, apliquei-o em minha vida (culpa da minha linda professora Heloísa, que tenho uma admiração profunda), como tirar a seriedade do dia a dia, que nos corrompe em nos atermos a sempre estarmos ocupados e nunca observarmos o que é bonito.

No outro, "O cão e a raposa", a personagem acredita na amizade, apesar das diferenças.


Neste, "O Pequeno Príncipe", a raposa dá uma lição de amor e amizade.


Eu escolhi em minha vida ser feliz, acreditar nas pessoas, ter paz, acreditar no amor, na amizade e "enxergar", em toda a sua plenitude, as coisas bonitas que existem por ai!

Mas sei, e vejo o mundo! Apenas escolhi ser feliz!



"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"

""Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade [...]"



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