Ahh sede
sede de orvalho
de ouvi-la
sede das sebes
das fontes
das lindas foices no centeio
da centelha no fogão de lenha
da infância que fugi
das noites sem dormir
pois queria crescer
PRÁ QUE?
sem sentido algum
virei mais UM
no meio da multidão
só eu e a solidão
companhia perfeita
de uma vida estreita
sem festa nem feita
sem aresta ou espinho
sem rosa nem fruta
sem voz nem escuta
que num silêncio perscruta
um recruta sem fim
que sem um lindo jardim
se esconde em mim.
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