Versões

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domingo, 15 de março de 2015

Alexandre Nero - O homem por trás do personagem


Devo confessar que não assisto novelas, deveria eu ser a última pessoa a escrever sobre este homem/ator, mas um dia, lendo notícias, me deparei com uma entrevista desse homem encantador e falava com tal fluência, que degustei até a última palavra. Até então, ele era anônimo para mim, não tinha ideia do sucesso que estava fazendo na novela que se findou. 

Ah... Qualquer ator pode ser engolido pelo estrelismo que a evidência lhe dá, mas, nesse homem vi a inteligência detrás do galã. Ouso dizer, que o sucesso desse carismático personagem se deveu exclusivamente ao grande homem/ator por trás dele. Deixe-me enfatizar, não assisto novelas, mas sua entrevista calou em meu coração e comecei a prestar mais atenção na pessoa e sua trajetória. 

Merecido sucesso!

Se a mídia souber reconhecer um homem inteligente, talentoso e bom, não tirará o foco deste inusitado ser que me surpreendeu (como é bom ser surpreendida nos dias de hoje), com palavras, charme e simpatia. 

Todos sabem como amo e prezo as palavras, elas me conquistam ou me devoram. Fui conquistada pelas palavras, mesmo se nunca houvesse enxergado a beleza que Alexandre Nero possui (beleza esta, que não seria nada sem sua inteligência, seria apenas mais um rosto bonito sem nada a oferecer para a humanidade).

Maior surpresa foi quando me deparei com, ele mesmo, Alexandre Nero, num  álbum musical "Vendo Amor". Apaixonei.

Para sua degustação, segue abaixo uma música deste álbum, e tire suas próprias conclusões:




Lave, Leve, Love

      [Alexandre Nero]

O que é o amor e onde estará?
Será que esta na sala de estar?Correndo pelo corredor?Ininterrupto interruptor?Desperdiçado na dispensa?
Em que doou em quem doeu
Está onde há céu, onde há mar, não há meu
Onde Deus ama teu Deus do seu
Lave, leve, love
Lave-me em água de chuva
Leve-me pra ver o mar e love me
Lave, leve, love
Lave-me em água de chuva
Leve-me pra ver o mar e love me
Em quem doou em quem doeu
Está onde há céu, onde há mar, não há meu
Onde Deus ama teu Deus do seu
O amor esta em quem já deu
É só amor, é só amor que move
É só amor, é só amor que move
O amor está em quem já deu


A Arte me Encanta... Pessoas sinceras também!!!

Voando... De poema em poema. De prosa em prosa.

Poema de amor


Não prolonguemos a dor,
O sofrimento afetado,
Não se façam vãs as palavras.
Que a inquietude tome seu tento,
Pois há de se viver em fornalhas
Se o proceder não fizer prática

Onde as borboletas pairavam
[as tais borboletas burlescas]
Um vazio há de jazer
Com a ausência da palavra.



Fotografia: Mônica Gomes
Título: "Árvore de borboletas"



Minha conclusão: Atinar nas sentenças, ferem mais que qualquer punhal.
Sempre, com vocês!
Beijinhos






















sábado, 14 de março de 2015

O Entregador de Palavras


Ao ser chamado de Poeta, assim respondeu:




Não sou poeta, sou entregador de palavras.
Desordeiro
Algumas seguem retas
Outras oblíquas
Vem em flecha
Rumo a alvos específicos
Outras seguem o vento e caem a deriva
Sempre caem
Mesmo em feridas
Mas sim sou eu
Ponto de partida.

Autoria: Anônima 













Eu, Mônica Gomes, não escrevi, mas amo as palavras escritas.

De prosa em prosa....

Caros amigos... O ser humano me surpreende!



Acredito que a mídia deveria fazer o papel de deixar o mundo mais bonito e mostrar as lindas atitudes espalhadas por nosso belo planeta! Infelizmente a mídia e as redes sociais escolhem o sensacionalismo e as tragédias. Por que não contribuir para um mundo melhor? Derramar cachoeiras de beleza e altruísmo... Bondade gera bondade.

Nossos olhos seriam preenchidos de alegrias e cores. Perceberíamos que todos somos semelhantes e com liberdade de pensar, e está ai a grande diferença que nos faz únicos.
Somos seres únicos, mas semelhantes, cada qual com a superação que lhe cabe na vida.
Conheço a mim, conheço minha vida, conheço meus atos e é justamente em mim que posso fazer a diferença. Ninguém muda ninguém. E somente eu posso mudar situações conflitantes.


A luta parte de mim e eu escolho a pessoa que quero ser, ou o olhar que quero enxergar. As perspectivas cabem a mim... e talvez, possamos fazer diferença no pequeno ciclo que nos cabe.


Sei que não nos sobra muito tempo nesta vida atribulada, mas recomendo o curta abaixo... Um curta que faz a diferença. Na minha vida fez!
Abraços carinhosos.



Eu, Mônica Gomes, de prosa em prosa.



sexta-feira, 13 de março de 2015

Perda de Tempo e de Vida

Já há algum tempo algo vem me incomodando: às emoções turbulentas das pessoas.

Turbulentas porque a maioria das pessoas tende a ver o lado negativo. Os maus pensamentos transformam-se em palavras e ações, um ambiente todo pode ser contaminado.
As palavras são jogadas e um jogo de intrigas se estabelece, perdemos com isso! Algumas delas me atingem, sejam direcionadas a mim, ou a outras pessoas, não importa. Elas, palavras afiadas, retornam a mim em enxaqueca. Ontem mesmo tive a pior enxaqueca dos últimos tempos. Derrubou-me! Quem tem enxaqueca sabe do que falo. Por isso, eu procuro questionar e direcionar meus olhares e atenções.
Dever-se-ia voltar o olhar para as coisas bonitas, para as coisas boas. Não existe indivíduo totalmente vilão, assim como vemos nas novelas, e o contrário também é verdadeiro.
Cabe a todos nós sabedoria e empatia para conseguirmos enxergar a vida em sua beleza e os milhares de seres humanos bons que existem. As perspectivas de nossa vida somos nós mesmos que estabelecemos, em nosso coração deve ter esperança e amor. Sem isso, o nosso olhar torna o mundo desumano. Tira-nos o sentimento de pertencimento, como se fossemos deuses e tivéssemos um olhar superior, nos retira do contexto e, ainda mais, faz parecer que somente os outros "pecam".


Finalizando, cito Cortella:
Um caminho - se você quer ter perspectiva de futuro, conheça o passado - analise sua história pessoal, a história de sua família, de seu país. Uma clareira - na realidade massacrante em que estamos imersos, na qual imperam o consumo, o individualismo e a fugacidade, revolucionário é aquele que se mantém fiel a si mesmo, que tem a noção de pertencimento a um grupo, que é capaz de ser solidário. Em suma, é preciso resgatar o sentido original da expressão ser humano e fazer jus a ela em nossas ações, no cotidiano. Uma luta silenciosa (e que pode até ser lírica), mas que certamente requer o uso de toda a nossa capacidade de ter esperança.



Referência:
SOBRE A ESPERANÇA, Mario Sergio Cortella e Frei Betto - FILOSOFIA

Eu, Mônica Gomes, sentindo o mundo.

sábado, 7 de março de 2015

Amor, Loucura Insana?

"A Lavadeira" de Henri Toulouse-Lautrec - 1886


Ai... Que saudade de você!
Saudade, que atravessa meu ser
Saudade, de suas mãos inquietas
Do aconchego e afago
Da impecável maestria e precisão
No âmago acariciava-me em curvas...
Saudade trazida pela distância
Nesta incompletude compleição
Teimando trazer-te de volta
Com tamanha manifestação.
Caminhos tortos percorridos
Nesta estranha perfeição.

Amor se explica?
Insano ser que tenta elucidar.
Estigmatizar dois loucos? Débil?

Por ventura, só amam os loucos!

"Saudade" de Almeida Júnior1899 .

Fotografia: Amanda Melo


Amor, privilégio dos insanos?
Louca sou então!
Mônica Gomes

terça-feira, 3 de março de 2015

Dança das Notas ao Vento


Semibreve voa e sempre
Quatro tempos do tempo ressoa
Vulnerável mínima ainda à toa
(Dois tempos entoa)
Desafinam no vento
Uma a uma flutuam e recitam
O compasso que no espaço ecoa
Solto agora no firmamento
Desatina isento.
Sentimento em síncope sonora
Dança das notas vida afora
Harmonia rebuscada em empreitada
Nessa melodia da pessoa amada.
Foge querubim herdeiro!
Escapa assim tão faceiro
Desta música imperfeita.
Embasado alega e sujeita
A alma que ama e rejeita...
Tremula por entre ensaios sonoros
Emérito sentimento, defloro!



De dança em dança, 
De vento em vento, 
De palavra em palavra,
Ainda, eu, Mônica Gomes, romântica!



domingo, 1 de março de 2015

Prosa em palavras

Habitarte 2 - Brooklin [Rauf Janibekov]


Dançar
Como se ninguém nos contemplasse
Dançar
Um ritmo novo
Dançar
Novos caminhos e horizontes
Dançar
Até a exaustão
Voar
Pela mais alta elevação
Sonhar
O impossível, a loucura!
Dançar em voo sonhador!

Louca? Não, sou sensata!
[Mônica Gomes]
"
Que a minha loucura seja perdoada

Pois metade de mim é amor
E a outra metade também."

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Dança das Borboletas - Zé Ramalho e Sepultura


O Homem da voz encantada... Qualquer música interpretada por Zé Ramalho já encanta com sua voz maravilhosa e macia que entra em nosso ser, percorre a alma e toca no coração... esta música, especialmente, me agrada! Juntamente com o Sepultura [nunca escondi minha predileção pelo Rock], torna-se ainda mais aprazível aos meus ouvidos!
Minha alma romanceada gosta da liberdade de voo das borboletas, que mesmo com vida tão curta, flutuam seus pequenos 'corpinhos' por onde lhes apetecem. Diria eu, da música, quero voar e dançar! Por que não dançar em um flutuar? Com o vento na face e as asas a farfalhar? Minhas borboletas tem destino certo, ilustrei-o em desenho a pouco tempo, voo imbuído pela brisa que arfam pelas asas.
E as borboletas estão invadindo!





A DANÇA DAS BORBOLETAS

As borboletas estão voando
A dança louca das borboletas
Quem vai voar não quer dançar
só quer voar, a voar
Quem vai voar não quer dançar
só quer voar, a voar

E as borboletas estão girando
Estão virando a sua cabeça
Quem vai girar não quer cair
só quer girar, não caia!
Quem vai girar não quer cair
só quer girar, não caia!

And the butterflies are invading
the apartments, cines and bars
Sewers and rivers, lakes and seas
In a "de arrepiar" twirl
Destroying windows and glass doors
Escalators and in the chimneys
They sit and "pousam" in the smog
In a rainbow if knows what it is

Se sabe o que é...Se sabe o que é...
Se sabe o que é...Se sabe o que é...

E as borboletas estão invadindo
os apartamentos, cinemas e bares
Esgotos e rios e lagos e mares
Em um rodopio de arrepiar
Derrubam janelas e portas de vidro
Escadas rolantes e nas chaminés
Se sentam e pousam em meio à fumaça
Em um arco-íris se sabe o que é

Se sabe o que é...Se sabe o que é...
Se sabe o que é...Se sabe o que é...

Se sabe o que é...Se sabe o que é...
Se sabe o que é...Se sabe o que é...

Se sabe o que é...Se sabe o que é...
Se sabe o que é...Se sabe o que é...




Ai Que Saudade D'Ocê (com Zeca Baleiro)


Algumas músicas simplesmente [como mágica] contam a história de nossa vida, outras apenas tocam em nosso coração, ou ainda gostamos do interprete e sua apresentação.
Por vários motivos esta música me toca e [que suspeito!], existem diversos outros interpretes que a conduzem tão bem, mas Zeca Baleiro faz aquilo que costumo dizer aos amigos, toca a alma e o coração, envolve todo o ser como se uma áurea de felicidade percorresse cada parte de meu corpo, cada curva inundada de êxtase e amor. 
"Ai Que Saudade D'Ocê", com execução numa performance sublime e estupenda é esta magia que descrevi!

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade d'ocê

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com a frase dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim

E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é d'ocê


Deliberando, Mônica Gomes.