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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Conversar com o olhar.




Os caminhos que as palavras percorrem são sinuosos e nem sempre entendíveis. O bicho homem se suplantou quando o quesito é meio de comunicação, e há muito por vir...
Mas, poderíamos dizer ser eficaz?
Em alguma parte deste extenso mundo pode-se, neste momento, estar sendo escritas palavras suaves, no outro extremo podem, estas mesmas palavras, serem entendidas com rudeza. Em tempos de comunicação virtual conhecemos de fato a alma um do outro? Amo as palavras e gosto de “brincar com elas”, mas sei também como podem ser traiçoeiras. A palavra pode exercer a função de ser mordaz, felina, cortante e capciosa. Pode fazer correr rios de sangue, invisível a olho nu e, ainda assim, eficaz em seu intento.
O Homem com toda a sua inteligência científica necessita humanizar-se, caso contrário, as tecnologias e afins se voltarão contra a própria raça humana.


“Brinco com as palavras”, borboleto-as em voares suaves, sempre rumando e voando a destino de trilhas ternas e amenas. Quero serenidade para continuar a jornada planadora de palavras. Plantar flores para que venham as borboletas... E que essas borboletas povoem e farfalhem em nossos estômagos, corações e pensamentos.
Em minhas palavras quero ser uma cultivadora de paz, essa é minha meta. Esse é meu desejo. Desejar o bem sem nem mesmo pensar a quem.


Desejo paz e felicidade para todos... Cada um a sua modo, claro!

Mônica Gomes



domingo, 15 de março de 2015

Voando... De poema em poema. De prosa em prosa.

Poema de amor


Não prolonguemos a dor,
O sofrimento afetado,
Não se façam vãs as palavras.
Que a inquietude tome seu tento,
Pois há de se viver em fornalhas
Se o proceder não fizer prática

Onde as borboletas pairavam
[as tais borboletas burlescas]
Um vazio há de jazer
Com a ausência da palavra.



Fotografia: Mônica Gomes
Título: "Árvore de borboletas"



Minha conclusão: Atinar nas sentenças, ferem mais que qualquer punhal.
Sempre, com vocês!
Beijinhos