Versões

Versões
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de junho de 2019

Uma Rua de Mônica Gomes

A minha vida é um caminho,
Que vai pelo descaminho,
Porque o caminhante faz o caminho caminhando,
Mas minha vida é um descaminho que segue as trilhas
Os becos
Os espinhos
Os sustos
Minha vida é um descaminho
Pautada no ninho,
No sinho
Na sina
No amor, indo e vindo,
Como um gomo de vontade
Um Gomes de paixão
Um Gomes de amor e de paixão.
Um caminho, uma rua
Sou dono da rua, a rua é minha, sou dona da rua .
A rua de quem é?
A rua é da Mônica
Uma rua da Mônica, e um gomo no plural.
De quem é meu coração?
Da MÔNICA GOMES.
Seu nome é lindo.

Te amo, Mônica Gomes.




Eu me chamo Mônica. 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Acreditares... Passeando pelas palavras


As palavras sempre estiveram em mim e comigo viveram pela vida, se esvaíram na escrita.

Hoje tento fugir das palavras, procuro quase que em vão me recolher aos silêncios.


De certa forma a vida é simples e talvez o mais simples diálogo seja mais significativo que os jogos de egos e interesses pessoais, a escuta atenta sem a defensiva habitual, que em nada agrega ao relacionamento humano.
O mundo costuma ser hostil ao pensamento livre e criativo, aos valores verdadeiramente humanizados com amor. O amor precisa existir verdadeiramente. Não é palavra amor banalizada em expressões e mídias, o amor de atos e palavras, o amor verdadeiro.

O mundo conseguiu abalar meu eixo.

Recentemente algumas pessoas desafiaram minha percepção de vida. Meus valores foram colocados em xeque. Não em mim. Não isso nunca. Os bons valores procuro cultivar. Creio na bondade, na verdade, na corretude de caráter, em considerar-se o outro, no respeito a vida coletiva... Creio ainda, na livre escolha de cada homem e mulher, creio que nossas escolhas nos formam, encaminham nossas vidas e afetam, principalmente e necessariamente, ao ciclo de pessoas as quais amamos e nos amam. O bom senso deveria ser o pilar que nos rege para o relacionamento humano.
Homens e mulheres, muito além de gênero, deveriam ser considerados iguais pelo mais simples fato de sermos todos humanos. É bem verdade que intelectualmente temos as mesmas oportunidades se o contexto de vida for similar, tanto um como outro, pode sobressair em intelectualidade, academicismo e sabedoria.
Importante observar quais hipóteses estão por trás das diferenças apontadas. Fato é que somos biologicamente similares e diferentes, os hormônios que regem nosso corpo humano são diferentes, dentre outros detalhes. Certa veracidade (veracidade no sentido de que ainda existam homens assim, e são muitos, alguns disfarçados) no que ouvimos pelas rodas de conversa, que ainda nos dias atuais, homens defendam que algumas atitudes são estritamente masculinas e as justificam meramente pelo fato de que homens e mulheres são geneticamente diferentes... Questiono-me: essas diferenças tiram do ser, homem ou mulher, o poder de escolha? As diferenças suprimi a culpa em comportamento desonesto e, ainda, as diferenças confere o direito de magoar outro?
Podemos observar que o relacionamento humano obedece a uma desordem, desde que temos registros históricos, em grande parte a dificuldade está na falta de empatia, no egocentrismo exacerbado e na inabilidade humana de enxergar o outro.
Alguns levantam suas vozes embasados na literatura (extremamente correto), mas esquecem e adormecem a voz do coração. Colocam-se na retaguarda, construindo verdadeiras muralhas entre si e quem realmente é importante, aqueles que amamos e nos amam. Perdemos tempos preciosos de vida, tempos reservados para a felicidade na formação de uma vida finita levada para eternidades.

Diante de todas essas palavras conversadas, sem fugir ao teor de nossa conversa - o ser humano - se faz necessário discorrermos sobre sucesso. Quantas vezes podemos observar nos votos de feliz aniversário a palavra sucesso?

Neste ponto de nossa conversa gostaria de citar Winston Churchill que diz “O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”. Nietzsche em um de seus momentos de sabedoria discorre “Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fieis a nós mesmos”. E ainda, tentando não me delongar em citações, arrisco uma última: “Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso” – Albert Einstein.

Certa vez, a bastante tempo, fui surpreendida por meu sobrinho com uma pergunta: “Titia, o que é ter sucesso?”. Deparei-me com uma mudez de pensamentos tamanha frente a extraordinária pergunta. Respirei fundo, não poderia dar uma definição que não fosse aquela que acredito.

Em meu discernimento sucesso é alcançar na vida e no trabalho, em consonância com nossos ideais, o prazer de realizar e estar (seja em qual lugar for), fazendo bem aos outros, sem corromper seus valores, respeitando o semelhante, sucesso é encontrar alguém na vida que seja seu amigo, companheiro, cúmplice e amante, amar e valorizar a família e, em momento nenhum o sucesso está atrelado ao dinheiro, ele extrapola bens materiais, sucesso é o amor e felicidade pessoal e daqueles que permitimos fazer parte de nossa vida que são únicos.

Assim falei a ele.

Após expor minhas ‘certezas’ de sucesso, cabe a mim dizer, que ninguém é dono da verdade. Constantemente procuro sabedoria divina para minimizar as mágoas que posso vir a causar em alguém e, que se porventura venha acontecer, sabedoria para enxergar o outro e reparar o mal que causei. Almejo um discernimento extraordinário e uma abrangência imensurável de amor, com capacidade sobre-humana de demonstrar proteção aos sentimentos e em fazer o bem, direcionadas as pessoas que são únicas em minha vida.

É a mais pura verdade que acredito que é o amor que rege o mundo, e só o amor pode salvá-lo, só o amor reconhece o que é verdade. É uma perda de tempo para a história humana ou a própria história a hostilidade, a malquerença, o ódio ou nutrir ressentimentos. Dentro dos meus acreditares, acredito que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos, quando o damos a alguém é um gesto de grande amor - ganhamos tempo. Acredito que o amor verdadeiro é aquele que procura resistir as dificuldades, independente de situações, procurando o senso comum para um desenlace com meta na felicidade. Acredito que o ser humano foi criado para a felicidade, e o amor é a consequência da felicidade. Acredito que o amor verdadeiro se preocupa com o grande, com os sentimentos, com o outro, com o tempo, com a felicidade, com as eternidades.

Concluo citando Sófocles:
“Uma palavra nos liberta de todo o peso e da dor da vida: essa palavra é amor.”

Esse Amor em forma de pessoas que enxergam com o coração.

  

Entre as coisas desimportantes... Eu me vi.
Vi minhas cores nela.

Mônica Gomes


 A alma é uma borboleta...

há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose...
Rubem Alves

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ausência


Ah, minha cândida candura
de olhar tão claro
De clara alvura
Uma sonata não lhe confere
Confesso em minha clausura
Que me desapego em versos
Sem tempo pra lua
Minha solidão é um passatempo
Tão frágil, jogado a rua
Não contradiz meu desejo
Que é abraçar-te totalmente...


A lavadeira - Toulouse Lautrec

Eu, Mônica Gomes


sábado, 20 de junho de 2015

Insolente Amor

Amo
Insolentemente
De insólita realidade
Algo maior que o respirar
De tamanha feracidade

Amo, pelo simples fato de amar!


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Amor Em Dois Polos

Ama-me assim

Em silêncio sem fim

Cada dia advim

Amores carmim

Um dia não, outro sim.

Em meu corpo, em mim.

[Mônica Gomes]

domingo, 7 de junho de 2015

JURAS

Eu te juro amor até o fim da vida
Eu juro ser fiel pela eternidade 
Mas...
Eu, juro se não me lê com idas
Eu juro, não me escreverá sem verdades.





A pouco tempo, me disseram que escrevem porque gostam... Eu, antes mesmo de ler um determinado texto de Clarice Lispector, sempre disse que escrevo porque as palavras borbulham e tornam-se um turbilhão em minha mente. Elas entram e saem, assim como o ar que inspiro e expiro. As palavras fazem parte de meu ser. Não sou poeta ou escritora. Apenas elas são intrínsecas a mim e, se não saírem, sufoco.


Clarice Lispector em entrevista:

J.C. "— Por que você escreve?

C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"

J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."

C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."

terça-feira, 2 de junho de 2015

MEDO

Medo?
Medo de quem?
De quem foge fuga fugaz?
De quem luta luto lutar?
Sem culpa adiante segue
Tomando café.


RECORTE

Diga-me Amor
Tão perfeita razão
Em olhos que me antecedem
Sucedo o olhar.
Cobiço o que vejo
Na distância da memória
De fadadas alegrias
Em ti me afloram.



sábado, 23 de maio de 2015

É preciso...

Existem caminhos na vida que não são determinados por nós, nada podemos fazer.





Parar...
Pensar...
Refletir...
Recomeçar.


Não nos tornemos reféns de rótulos.
Mudar é necessário.

Se não houver a interação, se não foi claro seu sentir e o seu próprio “ser”, significa que não bastamos. Tenhamos na consciência os mais nobres sentimentos. O amor é eterno naquilo que acreditamos viver. Mas, por vezes, esse objeto do amor morre em vida, em mudanças inexplicáveis e inexauríveis. Tão de repente, tudo o que foi não é. Tudo o que parecia ser não foi e, morre em vida. Tornamo-nos viúvos de um sentimento sublime e... Dói!

O luto é necessário. O chorar, o prantear, o velar o que um dia, de tão supremo, era o próprio ar. O respirar.

Mas, mudar é preciso!

Como todo luto, a dor continuará, mas sem o desespero inicial, que parecia causar-lhe a própria morte. Passamos o luto, o pranto e a dor e quando nos damos por conta estamos sorrindo novamente. Mas, a dor... Ah, essa dor! Crava no coração eternamente e nos resta viver e sorrir!

Mas, mudar é preciso!

Ser feliz é preciso!

Mônica Gomes

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Valores Perdidos no tempo... No tempo... No tempo...



Vou perdido te encontrar a qualquer hora/

 e a retórica dessa boca-santa, só deita prantos a quem alcança/

 Amanhã sempre vingará a morte de hoje, é tão claro/ 

Eu, claro, arrisco um sonho que outrora firmo findo o sono/ 

Te vejo, visão com boca, conforme a pena/

 e ao dançar rumo ao açoite, me aceitas frio em teu aceno."


[Anônimo]


Eu, Mônica Gomes 


domingo, 12 de abril de 2015

Vitimas e Algozes

Somos todos vitimas e algozes, cada qual a sua maneira!

A vida nos encaminha por caminhos inesperados... Deparamo-nos com situações em que percebemos que tudo o que vivemos foi uma grande mentira. Personagens atuando num palco!
Será que é isto viver? Uma grande atuação num palco da vida.

Quero acreditar na sinceridade, em pessoas reais, livres de personagens.
Quero acreditar em sentimentos sinceros!
Quero acreditar em olhares suaves!
Quero acreditar nas boas intenções!

Rs! Não fui feita para esta vida de personagens!
Sou o que sou.
Espero ser tão literalmente um livro aberto como penso que sou (ou minha mente me engana, rs. Somos todos sujeitos a enganos!).
Sigamos, cada qual com seu caminhar, cada qual com seu trilhar, honestamente vivamos.
E se, por ventura, nesses caminhares algum se cruzar, que este caminhar seja uno.
Um livro escrito para a eternidade (Que exagero romanceado)!
Mas, como diz o grande poeta Vinícius de Moraes:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
[Soneto da Fidelidade]

Nascer do Sol



Mônica Gomes



sábado, 11 de abril de 2015

Sobre livros fechados...


Explicar a Arte sempre foi uma das grandes ambições humanas. Frustrada ambição! A Arte anda lado a lado com diversas áreas do conhecimento humano, ela permeia caminhos analíticos, questionadores, imaginativos, criativos, o conhecer a si mesmo e ao mundo. A Arte, assim como a filosofia, trata de mudar o olhar humano sobre o real, induzindo a pensar e reconhecer que os fatos e ideais são mutáveis e não necessitam continuar a ser como está agora. A Arte prepara a construção para outros mundos.
A Arte nasceu a cerca de 25 mil anos e podemos contar diversas funções no decorrer desses anos, as mais variadas artes existem e ressignificam a vida de cada indivíduo. A música que nos envolve a alma, as artes cênicas inundando nosso ser, a linguagem corporal deliciosamente representada nos movimentos da dança e as artes visuais, ampliadas em limites inimagináveis com a tecnologia, constituem nossa vida e existência.
Na história percebemos que a maioria dos filósofos hesitou em reconhecer o caráter sentimental do pensamento, exatamente por uma visão preconceituosa do amor; a Arte une a vivência humana, a filosofia e o sentimento na visão racional histórica. Para Charles Feitosa, “Se desejamos algo, é porque não o temos. Amar a sabedoria seria então uma confissão resignada e persistente da própria ignorância.”, esse deveria ser nosso ideal, a Arte traz isso.

Candido Portinari - Dom Quixote - 80 x 65 cm

Diferente da antiguidade, onde a Arte era reservada para as elites e trancafiada em Museus, atualmente podemos facilmente vivenciar obras e importantes artistas. Ela é uma linguagem universal, é nela que enxergamos a identidade de um povo, nela temos um julgamento criativo formativo dos habitantes de uma região, seus ideais, estéticas, características e evoluções. Popularizar a Arte e levá-la aos nossos jovens e crianças é uma experiência na imersão da educação e cultura na formação de cidadãos completos.



“O alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém, um meio indispensável.” 
                                         [Candido Portinari]



Referências:

FEITOSA, Charles. Explicando a Filosofia com Arte.  1. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
STRICKLAND, Carol e BOSWELL, John. Arte Comentada. 10. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.



Mônica Gomes


domingo, 5 de abril de 2015

Sobre ideias e borboletas

[Borboletas monarca em reserva no México declarada Patrimônio Mundial pela Unesco]

Entre arfares e farfalhares
De canto ao outro
Entre léguas de distância

Pensamentos salutares
Um grande estouro
Numa árvore de Acácia

Passados rudimentares
Retroceder Claustro
Discernimento em ardência

Voa borboleta, voa!

Voa em liberdade
Procura horizontes perdidos
Em tua cumplicidade

Concedida alforria!!!


[José Oiticica Filho (Rio de Janeiro RJ 1906 - idem 1964). Fotógrafo, pintor, entomologista e professor.]


[Continuo sendo eu, plainando pelos meus congestionados pensamentos, Mônica Gomes]



Reflexão:
Muitas vezes em nossas vidas dizemos que evoluímos, que nos tornamos pessoas melhores...
Mas, se retornarmos ao passado, será que apenas não retrocedemos? A evolução que realmente houvera se foi?

Às vezes não...
Quiça todos nós procuremos o bem estar alheio, só assim conseguiremos o nosso. Cedamos sorrisos e teremos sorrisos retornando. Respeitemos para que sejamos respeitados. Amemos e seremos amados.
Eventualmente o acaso nos levaria a um mundo melhor. E se porventura esse mundo não acontecesse poderíamos ter o privilégio de não ter participado de um mundo egocêntrico complacente onde o narcisismo impera.





sábado, 21 de março de 2015

Ah! As borboletas... Transformando perspectivas!

Apenas ser feliz

Olhar aprazível
Olhar deslumbrativo
Olhar o mundo

Transformar perspectivas
Voar como borboletas
Arfar no ar
Farfalhar ao vento
Degustar infinito...
Firmamento
Planar no vazio.


Das borboletas
Brincadeira trêmula
Em despovoado pensamento...
Liberdade...
Felicidade...

Amar.



sábado, 7 de março de 2015

Amor, Loucura Insana?

"A Lavadeira" de Henri Toulouse-Lautrec - 1886


Ai... Que saudade de você!
Saudade, que atravessa meu ser
Saudade, de suas mãos inquietas
Do aconchego e afago
Da impecável maestria e precisão
No âmago acariciava-me em curvas...
Saudade trazida pela distância
Nesta incompletude compleição
Teimando trazer-te de volta
Com tamanha manifestação.
Caminhos tortos percorridos
Nesta estranha perfeição.

Amor se explica?
Insano ser que tenta elucidar.
Estigmatizar dois loucos? Débil?

Por ventura, só amam os loucos!

"Saudade" de Almeida Júnior1899 .

Fotografia: Amanda Melo


Amor, privilégio dos insanos?
Louca sou então!
Mônica Gomes

terça-feira, 3 de março de 2015

Dança das Notas ao Vento


Semibreve voa e sempre
Quatro tempos do tempo ressoa
Vulnerável mínima ainda à toa
(Dois tempos entoa)
Desafinam no vento
Uma a uma flutuam e recitam
O compasso que no espaço ecoa
Solto agora no firmamento
Desatina isento.
Sentimento em síncope sonora
Dança das notas vida afora
Harmonia rebuscada em empreitada
Nessa melodia da pessoa amada.
Foge querubim herdeiro!
Escapa assim tão faceiro
Desta música imperfeita.
Embasado alega e sujeita
A alma que ama e rejeita...
Tremula por entre ensaios sonoros
Emérito sentimento, defloro!



De dança em dança, 
De vento em vento, 
De palavra em palavra,
Ainda, eu, Mônica Gomes, romântica!



domingo, 1 de março de 2015

Prosa em palavras

Habitarte 2 - Brooklin [Rauf Janibekov]


Dançar
Como se ninguém nos contemplasse
Dançar
Um ritmo novo
Dançar
Novos caminhos e horizontes
Dançar
Até a exaustão
Voar
Pela mais alta elevação
Sonhar
O impossível, a loucura!
Dançar em voo sonhador!

Louca? Não, sou sensata!
[Mônica Gomes]
"
Que a minha loucura seja perdoada

Pois metade de mim é amor
E a outra metade também."

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Ai Que Saudade D'Ocê (com Zeca Baleiro)


Algumas músicas simplesmente [como mágica] contam a história de nossa vida, outras apenas tocam em nosso coração, ou ainda gostamos do interprete e sua apresentação.
Por vários motivos esta música me toca e [que suspeito!], existem diversos outros interpretes que a conduzem tão bem, mas Zeca Baleiro faz aquilo que costumo dizer aos amigos, toca a alma e o coração, envolve todo o ser como se uma áurea de felicidade percorresse cada parte de meu corpo, cada curva inundada de êxtase e amor. 
"Ai Que Saudade D'Ocê", com execução numa performance sublime e estupenda é esta magia que descrevi!

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade d'ocê

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com a frase dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim

E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é d'ocê


Deliberando, Mônica Gomes.