Versões

Versões

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sede do Jardim que se Esconde em Mim

Ahh sede
sede de orvalho
de ouvi-la
sede das sebes
das fontes


das lindas foices no centeio
da centelha no fogão de lenha
da infância que fugi
das noites sem dormir
pois queria crescer
PRÁ QUE?


sem sentido algum
virei mais UM
no meio da multidão
só eu e a solidão
companhia perfeita

de uma vida estreita
sem festa nem feita
sem aresta ou espinho
sem rosa nem fruta


sem voz nem escuta
que num silêncio perscruta
um recruta sem fim


que sem um lindo jardim
se esconde em mim.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Memória de Amor


"A Lua faz questão de aparecer de vez em quando/


Prá ver a sua amada, iluminada, Terra linda/


Vem timidamente irrompendo o horizonte/


 saindo à francesa numa doce despedida/


Esse é o retrato de todos os amantes/


Que glorificam estórias em memória do amor/


E num piscar de olhos, tudo some em instantes/


Somente a noite escura que esconde tamanha dor."



(autor desconhecido - não tão desconhecido)



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Histórias Mentirosas

A vida é um enorme carrossel, destes que lhe traz esperanças, daqui a pouco gira e lhe traz desilusões.



Pessoas propagam filosofia, dizem frases bonitas, outras nem tanto, propagam sua dor ou sua felicidade, fazem-se notórios da camuflagem de seu verdadeiro ser, na verdade sentem MEDO. Lutam, perseguem ideais, fazem propostas (tudo enquanto acham que perderam algo), enfim, quando conseguem 'o verdadeiro' e a objetividade da vida com magnificente lucidez do outro ser, o medo se aflora e se acovardam atrás do silêncio e de opiniões de pessoas que nunca souberam e nunca saberão uma longa história de vida, pessoas que poderiam tornar o mundo melhor se não incutisse palavras sem fundamentos.

O MEDO faz algumas pessoas se acovardarem numa "história mentirosa", em acomodações... "Se acostumam?". Pessoas assim são egocêntricas e sempre serão, por mais que acreditem que amam, se escondem atrás das "histórias mentirosas" que seu inconsciente formou.

Ah! E como ficam as pessoas que assumem verdadeiramente a vida real?

Resta-lhes serem fortes e continuar vivendo. Mas, segue um conselho (este que não consigo seguir), fortifiquem também o seu coração mole, que a cada vez que  o ser das "histórias mentirosas" se desviar delas, quando aperceber-se de sua verdadeira situação e redundantemente mais uma vez te abordar, você possa ser forte e seguir sua vida feliz.

PORQUE O IMPORTANTE NESTA VIDA É SER FELIZ!
Nada mais!



Mônica Gomes

Releitura...

"Em terra" de individualismo puro, as pessoas deveriam entender que outras pessoas são mais importantes que tudo. Admira-me que o foco seja a estética e o orgulho de si mesmo.



sábado, 20 de junho de 2015

Insolente Amor

Amo
Insolentemente
De insólita realidade
Algo maior que o respirar
De tamanha feracidade

Amo, pelo simples fato de amar!


Os silenciados...


Silenciaram... 
Tiraram a voz!

De ativa, a mudez.
Voz aos outros
Voz ao mundo
Voz a si
Única voz que silenciaram.

Continua a minha voz
Contínua voz.
Através de palavras farfalhantes
Em labuta, em sonho, em conduta
Em voares verdejantes,

Nos caminhos, sem hiatos.

Eu, Mônica Gomes, insistentemente...



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Amor Em Dois Polos

Ama-me assim

Em silêncio sem fim

Cada dia advim

Amores carmim

Um dia não, outro sim.

Em meu corpo, em mim.

[Mônica Gomes]

domingo, 7 de junho de 2015

JURAS

Eu te juro amor até o fim da vida
Eu juro ser fiel pela eternidade 
Mas...
Eu, juro se não me lê com idas
Eu juro, não me escreverá sem verdades.





A pouco tempo, me disseram que escrevem porque gostam... Eu, antes mesmo de ler um determinado texto de Clarice Lispector, sempre disse que escrevo porque as palavras borbulham e tornam-se um turbilhão em minha mente. Elas entram e saem, assim como o ar que inspiro e expiro. As palavras fazem parte de meu ser. Não sou poeta ou escritora. Apenas elas são intrínsecas a mim e, se não saírem, sufoco.


Clarice Lispector em entrevista:

J.C. "— Por que você escreve?

C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"

J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."

C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."

terça-feira, 2 de junho de 2015

MEDO

Medo?
Medo de quem?
De quem foge fuga fugaz?
De quem luta luto lutar?
Sem culpa adiante segue
Tomando café.


RECORTE

Diga-me Amor
Tão perfeita razão
Em olhos que me antecedem
Sucedo o olhar.
Cobiço o que vejo
Na distância da memória
De fadadas alegrias
Em ti me afloram.